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Volume 14 - 25/04/08

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A Terapia por Contingências de Reforçamento (TCR) tem resultados mais rápidos que outros processos psicoterapêuticos?

Não se deve fazer esse tipo de comparação.
Tais comparações se baseiam em pressupostos equivocados. Não se pode comparar processos psicoterapêuticos que: definem "resultado" de maneiras diferentes; definem o papel do psicoterapeuta de modos diversos; têm concepções distintas de "doença mental" e de natureza do "psiquismo". Não são comparáveis, enfim. Logo, a questão proposta não é legítima. Pode-se, porém, apresentar algumas características que definem a Terapia por Contingências de Reforçamento (TCR).

Pode-se afirmar: que o terapeuta, que adota o modelo de trabalho da TCR, tem uma interação direta com o cliente, isto é, lida com os comportamentos como eles se expressam e busca quais são seus determinantes; que a TCR considera os problemas de comportamentos e as dificuldades afetivas como sendo os objetos legítimos do processo psicoterapêutico e não como meras expressões de problemas psicológicos subjacentes (os quais, em outras propostas psicológicas, seriam o objeto de interesse do psicoterapeuta); em outras palavras, quando se está falando ou lidando com o comportamento, não se está falando, nem lidando com alguma outra coisa, representada pelo comportamento; se está falando e lidando com a própria coisa que é nosso objeto de interesse. Ainda mais, a TCR propõe que compete ao psicoterapeuta orientar explicitamente o cliente a adotar procedimentos que produzirão melhoras em suas queixas, sempre respeitando o ritmo de mudança do cliente, bem como suas escolhas; conceitua a pessoa que procura psicoterapia como um agente ativo do processo de mudança (a pessoa é, nesse sentido, sujeito de sua história de desenvolvimento), tanto que se recusa a chamá-lo de "paciente"; propõe que a força transformadora do cliente é a expansão de seu repertório de comportamentos, instrumento legítimo e eficaz para transformar a vida da pessoa na direção desejável, ou para minimizar seu sofrimento; concebe o processo psicoterapêutico como um processo de desenvolvimento pessoal e não como um processo de "cura", pois a TCR não supõe que exista uma patologia comportamental, emocional ou psicológica, mas sim processos comportamentais produzidos por uma história de contato com contingências de reforçamento; são as contingências de reforçamento disfuncionais que geram déficits ou excessos comportamentais e afetivos, os quais tornam a vida da pessoa aversiva; acredita ainda que não basta tomar consciência (no sentido de vir a conhecer) da origem das dificuldades para se livrar delas - há que se comportar para alterar as "causas", ou seja, as contingências de reforçamentos das quais o comportamento da queixa é função.


Hélio José Guilhardi

Hélio José Guilhardi
CRP: 06/918
Mestre em Psicologia Experimental pela USP
Diretor do ITCR-Campinas

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Que tipo de problema o analista do comportamento trata?

O analista do comportamento trata tudo o que preocupa o ser humano. Sua preocupação última é com o bem estar afetivo e comportamental da pessoa que procura ajuda, integrando-a com o seu mundo social de forma participativa e construtiva. O desenvolvimento de uma pessoa não deve ser alcançado à custa de perdas ou agressão do outro. Na sua formação ele se torna apto para lidar com quaisquer problemas psicológicos, emocionais e afetivos, tais como depressão, fobias, ansiedade, doença do pânico, transtorno obsessivo-compulsivo, transtorno bipolar, dificuldades de relacionamento conjugal e familiar, dificuldades afetivas e sexuais, relacionamentos entre pais e filhos, ciúmes, agressividade, birras, dificuldades escolares, dificuldades profissionais, distúrbios alimentares como anorexia, bulimia e obesidade etc.

O psicólogo, analista do comportamento, participa do processo de desenvolvimento de seu cliente, com o objetivo de auxiliá-lo a reduzir os excessos comportamentais que foram descritos pelo cliente como problemáticos e a ampliar seu repertório de comportamentos, a fim de suprir os déficits e aumentar o uso dos comportamentos desejáveis que a pessoa já tem, produzindo como resultado final sentimentos de bem-estar, participação ativa e cooperativa no contexto social. O processo de psicoterapia envolve a cooperação conjunta e a influência recíproca entre cliente e psicoterapeuta.


Valéria Bertoldi Peres

Valéria Bertoldi Peres
CRP: 06/33454
Especialista em Terapia por Contingências de Reforçamento - ITCR Campinas

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Esse é o nome da nova seção do site ITCR - Terapia por Contingencias de Reforçamento.Clique aqui para maiores informações

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"...não importa mudar a vida das pessoas rapidamente, mas fazê-lo bem e para o bem."

(Hélio J. Guilhardi - 11.04.2008)

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Informações no site: www.terapiaporcontingencias.com.br

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