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Volume 13 - 02/04/08

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Para ir ao psicólogo é preciso ter um problema grave?

Em primeiro lugar, o que você considera ser um problema grave?
Na grande maioria dos casos, a pessoa que busca psicoterapia está com alguma dificuldade, o que pode se dar por motivos variados: separação; morte de alguém próximo; problemas no relacionamento com parceiros ou filhos; problemas no ambiente de trabalho; dificuldade na escolha de uma carreira ou recolocação profissional; problemas escolares (comportamento ou desenvolvimento); problemas de saúde; dentre outros.

As adversidades são enfrentadas de maneiras distintas pelas pessoas. O que diferencia a forma como cada um lida com os problemas é o repertório comportamental que apresenta, e este é construído ao longo da vida da pessoa e se modifica a todo momento, de acordo com as experiências de sua vida cotidiana. Sendo assim, o que para uns é considerado um problema grave, para outros pode não ser, não devendo este ser um critério de decisão na busca pela ajuda psicoterapêutica (o problema ser ou não grave!).

Pode-se dizer que a decisão sobre a necessidade de psicoterapia é pessoal, quando a própria pessoa define que há aspectos aversivos na sua vida, dos quais quer se livrar. Outras vezes, a necessidade é definida por pessoas que convivem com alguém que lhes é aversivo, ou que lhes causa preocupações, como fazem pais que buscam psicoterapia para seus filhos (o que não implica que a pessoa aceite fazer psicoterapia tão somente porque alguém lhe sugeriu).

A terapia, especialmente a "Terapia por Contingências de Reforçamento", irá promover o autoconhecimento e independência do cliente, proporcionar a ampliação do repertório comportamental, desmistificar crenças e quebrar regras, que possam estar impedindo ou dificultando a possibilidade de viver melhor. Sendo assim, qualquer pessoa que esteja passando por dificuldades ou busque se conhecer deve procurar a psicoterapia, pois esta certamente trará benefícios que lhe serão úteis por toda a vida.


Michele Cassiano da Silva

Michele Cassiano da Silva
CRP: 06/82795
Especialista em Terapia por Contingências de Reforçamento

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Como conceituar de maneira simples o termo EQUIVALÊNCIA DE ESTÍMULOS? (Pergunta enviada pelo estudante de psicologia Sidinei, Jundiaí-SP)

O paradigma da equivalência de estímulos é um tanto complexo, ao explicá-lo de uma maneira simples, corremos o risco de entender o processo a grosso modo. Corro esse risco aqui na tentativa de explicá-lo de maneira didática 1.

A equivalência é muito importante no campo educacional e pode produzir economia na tarefa de ensinar. Para entendê-la é necessário recorrermos a conceitos da psicologia experimental.

Os critérios para se denominar uma classe de estímulos como equivalentes foram definidos por Sidman e colaboradores, no início da década de 1980, a partir das propriedades da matemática: reflexividade, simetria e transitividade. E, para entendermos agora esses critérios, é necessário, antes, falarmos da extensão da tríplice contingência para uma contingência de quatro termos, ou seja, a adição de um estímulo a uma tríplice contingência que vai definir o funcionamento, ou não, dessa contingência.

Para exemplificar, numa contingência de três termos temos a seguinte situação:
diante do toque de um telefone (SD), eu o atendo (R) e a pessoa, do outro lado da linha, fala comigo (C), estamos diante de uma contingência de reforçamento em que, o atender (R = resposta) é mantida pela conseqüência dada pela pessoa do outro lado da linha (C= conseqüência), e isso somente acontece diante do toque do telefone (SD = estímulo discriminativo), situação antecedente à resposta. Para exemplificar uma contingência de quatro termos, teríamos uma situação semelhante, com uma mudança fundamental: eu somente atenderia um telefone se ele fosse amarelo (estímulo condicional), ou seja, se um telefone, de qualquer outra cor que não amarelo, tocasse, eu não o atenderia. Neste caso, há a presença do estímulo condicional, adicionado à contingência, assim somente diante desta condição específica (cor amarela), eu atenderia ao telefone.

É a contingência de quatro termos a responsável pela aprendizagem de uma relação contingente entres dois estímulos e é ela que permite o ensino das relações pré-requisito para a formação de classes de estímulos equivalentes. Assim, quando ensinamos uma criança a palavra falada CASA, é esperado que ela nomeie CASA somente diante de estímulos que remetam a uma casa: uma casa na rua, a foto de uma casa, a figura de uma casa, e que não diga CASA diante de outros quaisquer estímulos. Quando a criança não comete mais erros na nomeação de uma casa, diz-se que ela aprendeu a relacionar o som CASA com estímulos equivalentes a uma casa.

Mais uma relação deste tipo acontece quando ensinamos a criança a escolher a palavra escrita CASA, diante do som CASA, ou seja, quando a ensinamos a ler. Estudos na área de equivalência indicam que outras relações emergem entre essas diferentes dimensões dos três estímulos citados (a figura CASA [A] o som CASA [B], e a palavra escrita CASA [C]). Essas relações são ditas emergentes porque não foram ensinadas diretamente à criança, são mais do que simples relações condicionais. Diz-se que a criança compreendeu o significado da palavra CASA. São essas as relações que obedecem às leis da matemática.

No treino de nomeação e leitura, foram ensinadas as seguintes relações básicas: A—>B, A—>C, a partir disso, a criança demonstra relações de reflexividade: AA, BB, CC; simetria: BA, CA; e transitividade: BC, CB. Podemos, então, afirmar que os critérios, para se considerar uma classe de estímulos como equivalentes, foram atendidos.


1 Aqueles que quiserem mais informações sobre o assunto podem solicitar por e-mail (informacoes[arroba]terapiaporcontingencias.com.br) um capítulo do livro Behavior Modification: whta it is and how to do it, Cap 8 de Martin, G e Pear, J. (no prelo).


Thais Saglietti Meira Barros

Thais Saglietti Meira Barros
CRP: 06/79307
Especialista em Terapia por Contingências de Reforçamento - ITCR Campinas

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"Nem a felicidade nem a sobrevivência do grupo dependem de satisfação derivada de ter coisas."

(Skinner, 1978, Reflections on Behaviorismo and Society, p.47)

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Encontros para Pais de Crianças em Idade Escolar

Em breve no site: www.terapiaporcontingencias.com.br

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