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Volume 12 - 10/03/08

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A Terapia por Contingências de Reforçamento (TCR) trabalha com problemas afetivos?

Sim! O tempo todo.
As pessoas, o tempo todo, se comportam enquanto sentem e sentem enquanto se comportam. É difícil indicar situações em que comportamento e sentimento ocorrem isolados. Comportamento é sentimento; sentimento é comportamento. Quando Aristóteles afirmou que o ser humano é um ser racional, induziu a equívocos na concepção do Homem: melhor seria afirmar que o ser humano também é racional, pois ele é, essencialmente, um ser emocional. A seleção darwiniana, quase certamente, selecionou a espécie humana primeiramente com a capacidade de reagir emocionalmente ao ambiente. As capacidades cognitiva e racional e o comportamento verbal foram desenvolvidos tardiamente. O núcleo de qualquer processo psicoterapêutico deve levar em conta, sem dissociá-los, os níveis comportamental e afetivo-emocional do ser humano. O que ocorre na clínica é, em geral, uma distinção arbitrária entre sentimentos e comportamentos, feita pelo cliente nas queixas espontâneas: uns dão ênfase aos excessos ou déficits comportamentais ("preciso parar de beber", "preciso perder peso", "sou desorganizado e indisciplinado", "não sei atuar em situações sociais" etc.); outros dão ênfase aos sentimentos ("sou muito inseguro e ciumento nas relações afetivas", "sou fóbico e tenho medos que me impedem de levar uma vida normal", "sofro de depressão", "sou muito ansioso", "tenho ataques de pânico", "não sei viver sozinho", "tenho baixa auto-estima" etc). No entanto, todas essas queixas sempre são compostas por componentes afetivos e comportamentais. Tudo é comportamento, enfim. E, ao trabalhar com todas as queixas, o psicoterapeuta deve levar em conta comportamentos e sentimentos. Seria, portanto, conceitualmente equivocado afirmar que o psicoterapeuta pode trabalhar apenas com comportamentos ou apenas com sentimentos. O ser humano não pode ser dividido arbritariamente em duas metades. Trabalhamos com o ser humano integral, com sua totalidade. Nada menos que isso.


Hélio José Guilhardi

Hélio José Guilhardi
CRP: 06/918
Mestre em Psicologia Experimental pela USP
Diretor do ITCR-Campinas

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Pessoas costumam ver a abordagem comportamental como terapia situacional, para resolver um determinado problema, como por exemplo: depressão, transtornos de ansiedade etc. Ela é só isso?

A abordagem comportamental não é uma terapia situacional, é muito mais que isso. Ela envolve um processo que exige uma análise cuidadosa da interação entre história de contingências (história de vida) e o contexto presente do indivíduo, análise essa que permite definir a dificuldade essencial da pessoa. A partir de tal estágio do processo psicoterapêutico, ocorre a aplicação de técnicas específicas, que são utilizadas para modificar comportamentos relacionados à queixa trazida pelo cliente ou por pessoas relevantes do ambiente social em que ele está inserido.

Os problemas comportamentais são mais abrangentes do que uma queixa específica narrada pelo cliente. Comumente, o desconforto que leva o cliente à terapia abrange tanto comportamentos verbais como não verbais, o que sugere que a dimensão do problema se estende para muito além da queixa e tem raízes que se afastam do momento presente. Todo comportamento tem componentes atuais e históricos.

É comum os clientes se queixarem de problemas específicos (depressão, transtorno de ansiedade etc.). Isso ocorre porque muitas vezes as pessoas não ficam sob controle dos eventos ambientais que compõem as variáveis que controlam as manifestações comportamentais e os estados corporais sentidos, indesejados e que causam sofrimento. A pessoa sabe que sente, detecta como se comporta, mas não sabe por que sente e pro que assim se comporta. (Não é raro, porém, que até mesmo os sentimentos e os comportamentos sejam estranhos à própria pessoa em quem se manifestam... mas esse é tema para outro texto.) Cabe ao psicoterapeuta ensinar o cliente a identificar e a descrever as relações funcionais entre comportamentos e variáveis ambientais que os determinam. Cabe também ao psicoterapeuta ampliar a investigação causal, que deve se estender por um repertório mais amplo de comportamentos do cliente, incluindo eventos punitivos e reforçadores presentes no ambiente e que, eventualmente, contribuem para a manutenção da queixa inicial.

É necessário que o psicoterapeuta compreenda as contingências de reforçamento presentes nos diversos contextos aos quais o cliente está exposto. Além da análise e compreensão das contingências em operação, as intervenções que serão propostas devem levar em consideração as limitações que o cliente apresenta. Qualquer intervenção terapêutica, se limitada a técnicas voltadas a especificidades, pode representar um fracasso.

A Terapia Comportamental tem como objetivo geral criar novas condições de desenvolvimento pessoal, através de um enriquecimento de sua aprendizagem. Isso é feito através do remanejo das contingências que podem estar controlando o repertório atual de comportamentos do cliente.


Maria Izilda Campos Souza

Maria Izilda Campos Souza
CRP 06/83879
Especialista em Terapia por Contingências de Reforçamento

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(Skinner, 1983, A Matter of Consequences, p.395)

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