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Volume 9 - 17/12/07

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Qual a diferença entre um psicólogo e um psiquiatra?

O psicólogo difere do psiquiatra em sua formação e atuação. O psicólogo faz um curso superior em Psicologia e pode realizar pós-graduação posterior na abordagem e na área de atuação que escolheu. Pode se especializar no trabalho clínico, atendendo no consultório, ou pode ainda optar por atuar em outros ambientes, como hospitais, organizações, instituições de ensino ou pesquisa.

Na clínica, o psicólogo trabalha com relatos e as relações que o cliente tem com seu ambiente cotidiano e com as pessoas que lhe são relevantes. É uma construção que deve ser feita em conjunto, na qual o profissional oferece recursos como instruções verbais, modelos, descrição das relações que compõem a situação problema, acolhimento, etc., para que durante o processo, o cliente comece a discriminar as conseqüências de experiências vivenciais ou relacionais que ocorreram em sua história de contingências de reforçamento (história de vida), ao lado das que ocorreram presentemente, permitindo-lhe reconhecer suas capacidades e limitações, isto é, suas potencialidades, seus déficits e excessos comportamentais.

O processo é baseado em uma relação de confiança com o cliente, na qual o sigilo das informações é fundamental, sendo regularizada pelo Conselho Federal de Psicologia e pelos Conselhos Regionais, como regra conjunto de diretrizes a serem seguidas pelo profissional.

O psiquiatra tem formação médica, o que lhe permite a prescrição de fármacos, estando habilitado para tratar e diagnosticar doenças de ordem anatômica, fisiológica e sistêmica. Portanto, o tratamento utilizado pelos psiquiatras é baseado na terapia medicamentosa ou em recursos médicos de modo geral. Existem alguns profissionais psiquiatras que realizam formação complementar em área de Psicologia Clínica, o que lhe dá subsídio para a realização de psicoterapia.

O psicólogo não prescreve medicação, mas pode trabalhar em equipe multidisciplinar em integração com a área médica e outras áreas de saúde mental.


Roseana Maria de Almeida Lucenti

Roseana Maria de Almeida Lucenti
CRP: 06/75616
Especialista em Terapia por Contingências de Reforçamento - ITCR Campinas









Psiquiatria é a parte da medicina que se ocupa das doenças mentais.

As causas das desordens mentais são múltiplas (bioquímicas, bioelétricas, psicológicas, sociais, econômicas etc) e diferem de um caso para outro. Os principais distúrbios, além da ansiedade e da depressão, são as neuroses, as psicoses, as personalidades patológicas, as toxicomaníacas, bem como as demências. Os tratamentos indicados são psicoterapia e uso de medicação (ansiolíticos, antidepressivos, neurolépticos, estabilizantes emocionais etc).

Foi citada a psicoterapia como uma das formas de tratamento em psiquiatria. Assim é quando se utiliza a psiquiatria em seu aspecto mais correto e abrangente.

Com a extensão dos conhecimentos na medicina, foi necessário que fossem agregadas outras especialidades, para dar conta da tarefa a ser empreitada. Assim, veio a psicologia clínica prestar esse auxílio, da mesma forma que outras especialidades médicas e da mesma forma que em outros ramos da ciência. É bom se lembrar que a introdução das ciências da alma foi realizada na medicina, com grande esforço, por Freud e que o método de abordagem proposto por ele era basicamente psicológico. Àquela época os recursos medicamentosos eram incipientes.

Assim, fazendo-se uma comparação (grosseira): se uma pessoa tem algum problema ósteo-muscular, procurará, digamos, um ortopedista ou um neurologista. Estudando a situação, o médico dará a orientação que achar conveniente e, dependendo do caso, poderá indicar fisioterapia. Entra em ação, dessa forma, o profissional de especialidade afim. A situação poderia ser a mesma se, de início, o paciente buscasse o fisioterapeuta. Se esse profissional concluísse que o problema é de sua área, começaria seu trabalho; mas, podemos, também, imaginar a situação de o fisioterapeuta precisar excluir comprometimentos neurológicos e/ou ortopédicos, além de sua experiência, e encaminhar o paciente ao neurologista e/ou ortopedista. Podemos dizer, então, que a psicoterapia está para a psiquiatria, assim como a fisioterapia está para a ortopedia e para a neurologia.

Dessa forma, tanto o médico como o psicólogo precisam estar atentos para saber encaminhar o paciente quando necessário. Tais ciências se completam, não disputam.

As ciências do homem em nossos dias parecem ter superado, por fim, a fase excessivamente analítica pós-renascentista e buscam entrar no campo das grandes sínteses, na reconstituição do homem total, como unidade biológica, portadora de um destino a realizar.

René Descartes (1596-1650), como concepção dualista da natureza humana; o corpo e alma, tentava explicar o relacionamento funcional desses dois elementos. O corpo, funcionando como uma máquina, seria regido pelas leis físicas da mecânica. Se a alma transcende o determinismo físico natural, e obedece a leis próprias, seria necessário encontrar-se uma explicação para o fato de o ser humano agir com a impressionante sincronia, como se fosse uma coisa só.

Nas ciências humanas pós-renascentistas, está sempre presente o problema que Descartes lançou e que ele mesmo confessou ser incapaz de resolver. É assim que, para muitos, é mais fácil simplificar o assunto negando simplesmente ou a alma ou corpo.

Francis Bacon (1561-1626) considerava o corpo numa orientação progressivamente organicista e identificava a vida como um conjunto de reações físico-químicas. Colocava como verdade científica aquilo que podia ser comprovado no experimento. Bacon gozava de enorme respeito na época e sua teoria poderia se aplicar ao corpo. E a alma?

A medicina clássica, aceitando a proposta de Bacon, encontrou grande desenvolvimento no que se refere à "fatia" biológica do ser humano e conseguiu grande prestígio. O preço que ela pagou, para ser considerada digna como ciência, foi o de negar o psiquismo, tornando-se simples mecânica dos órgãos.

Era esse o ambiente reinante nos meios científicos na segunda metade do século XIX, quando a escola positivista de Comte (1798-1857) eliminara a psicologia da lista das ciências, quando a medicina fazia esforços heróicos para se resumir apenas numa concepção físico-química da vida e a patologia dos órgãos. Não se conseguia ver o homem integral, nem mesmo no seu soma. Os ambientes morbigenos externos eram quase que exclusivamente valorizados. Essa atitude, obviamente, atrasou o desenvolvimento da psiquiatria e da psicologia, comparada com outras especialidades médicas, e esse atraso sentimos até hoje.

Dentro desse contexto cultural é que a personalidade de Freud (1856-1939) apareceu e provocou verdadeira revolução que ainda persiste nas concepções médico-científicas contemporâneas.

OBS: Em filosofia temos uma linhagem de pensadores que tentaram soluções para o assunto, tais como: Leibnitz (1646-1716) - com a teoria da harmonia pré-estabelecida; Mallebranch (1638-1715)- com a teoria do ocasionalismo; Spinosa (1632-1704); Condillac (1715-1780) - este com o sensualismo e os outros com o empirismo e a negação do espírito, Bekerley, com o idealismo com o qual negava a existência dos corpos e da matéria. No campo econômico-social, podemos citar Jean Jaques Rousseau (1712-1788), como o hipotético "homo civicus", abiológico e exclusivamente político, para o qual estruturou toda a sociedade liberal-democrática, capitalista e burguesa, que não nega a alma, mas se organiza e vive como se ela não existisse.


Dr. Antonio Carlos Giampietro CRM nº 14/924
Médico Psiquiatra e Psicoterapeuta
Professor Universitário
Graduação Unicamp

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(Skinner, 1978, Reflections on Behaviorism and Society, p.6)

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