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Volume 7 - 05/11/07

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Qual o pressuposto básico da Terapia por Contingências de Reforçamento (TCR)?

Os comportamentos e os sentimentos humanos são mutáveis. Podem ser alterados, desde que sejam alteradas as Contingências de Reforçamento das quais são função.

Os déficits e excessos comportamentais podem ser alterados na direção desejada. Sentimentos aversivos podem ser substituídos por sentimentos bons e amenos; sentimentos bons, por sua vez, não se mantêm espontaneamente, têm que ser cultivados. E qual o instrumento fundamental de que dispõe o ser humano para produzir as mudanças que se fazem necessárias? Seu próprio comportamento. O ser humano pode ser sujeito e objeto de sua própria história. O conceito subjacente a tal conceituação central da TCR é o de comportamento operante. O homem atua no seu contexto e produz conseqüências - neste sentido, é sujeito ativo da construção de sua história -; a conseqüência que seu comportamento produziu, por sua vez, o influencia - neste sentido, torna-se objeto de seu desenvolvimento.

O psicólogo clínico se interessa, em última análise, pelos comportamentos e sentimentos do cliente, mas trabalha, de fato, com contingências de reforçamento. Explicando melhor, as contingências de reforçamento produzem comportamentos e sentimentos e, somente alterando tais contingências de reforçamento, os comportamentos e sentimentos podem ser alterados. Conclui-se, a partir do exposto, que o psicoterapeuta que adota a TCR lida com sentimentos e comportamentos que são aversivos para o cliente, aqueles que o fazem sofrer, desenvolvendo novos repertórios de comportamentos e novos sentimentos, que tornam sua vida mais amena e feliz. A melhora do cliente consiste sempre no seu crescimento, o que se alcança pela instalação de comportamentos que produzem conseqüências que lhe são caras e pela ampliação de sentimentos amenos de satisfação, de alívio, de paz. O psicoterapeuta deve mostrar para o cliente, usando uma expressão do poeta inglês W.H. Auden, uma "chama afirmativa". Quem a alimenta é o próprio cliente.


Hélio José Guilhardi

Hélio José Guilhardi
CRP: 06/918
Mestre em Psicologia Experimental pela USP
Diretor do ITCR-Campinas

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Devo procurar ajuda psicológica para meu filho que está apresentando um fraco desempenho acadêmico e comportamentos inadequados ao ambiente escolar?

Sim. Quando uma criança ou adolescente começa a apresentar algum grau de dificuldade na escola, os pais devem estar atentos, pois provavelmente isso sinaliza que algo não está indo bem na vida do filho. Essa queixa pode partir da escola, com observações feitas pelos professores da criança sobre seu rendimento escolar; por alguma dificuldade de relacionamento existente entre o professor, a criança em questão e os colegas e assim por diante. A queixa também pode partir dos pais, que, atentos à rotina da criança percebem alguma modificação em seu desempenho escolar ou em alguns aspectos relacionados à vida acadêmica ou social, como falta de interesse pelos estudos, recusa em ir à escola, não procurar mais os amigos ou não ser procurado por estes. Algumas providências deverão então ser tomadas, como conversar sobre a situação com a criança e entrar em contato com a escola para obter informações sobre como a criança está se comportando e quais as dificuldades que os professores estão observando.

A procura de um psicólogo nesse caso vai ajudar os pais e, consequentemente os professores, a terem uma visão mais completa sobre a criança e suas interações com as pessoas e seu meio ambiente. O profissional que trabalha com TCR fará um levantamento junto à família sobre a história de vida da criança, para poder determinar os principais elementos que levaram a esse baixo desempenho escolar e a outros problemas que possivelmente estão interligados a essa queixa.

Conhecendo, assim, a criança e as contingências de reforçamento - que produzem comportamentos e sentimentos - em operação em sua vida, o psicoterapeuta, em conjunto com a família e escola poderão trabalhar com essas contingências, pois "somente alterando tais contingências de reforçamento, os comportamentos e sentimentos podem ser alterados" (Guilhardi, H.J. - consultar o link http://www.terapiaporcontingencias.com.br/perguntas.php - Resposta no. 2 sobre as "Questões mais freqüentes formuladas por aqueles que consultam o site").

Um dos principais objetivos do processo psicoterapêutico é proporcionar alívio ao sofrimento vivido pelo cliente. A TCR, ainda, " propõe" que compete ao psicoterapeuta orientar explicitamente o cliente a adotar procedimentos que produzirão melhoras em suas queixas (...) e acredita ainda que não basta tomar consciência da origem das dificuldades para livrar-se delas - há que se comportar para alterar as "causas", ou seja, as contingências de reforçamentos das quais o comportamento da queixa é função" (Guilhardi, H. J. (consultar o link http://www.terapiaporcontingencias.com.br/perguntas.php - Resposta no. 5 sobre as "Questões mais frequentes formuladas por aqueles que consultam o site").


Mari Olívia Kfouri Ribeiro

Mari Olívia Kfouri Ribeiro
CRP: 06/25331
Especialista em Psicologia Escolar e Dificuldades de Aprendizagem - PUCCamp

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ABERTAS AS INSCRIÇÕES PARA A TURMA 2008 DO CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM TERAPIA COMPORTAMENTAL - TERAPIA POR CONTINGÊNCIAS DE REFORÇAMENTO

INFORMAÇÕES: Clique aqui para maiores informações

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NOVOS DVDs À VENDA

Ver na seção "Produtos à Venda" do site Clique aqui para maiores informações

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PARA PENSAR

Esse é o nome da nova seção do site ITCR - Terapia por Contingencias de Reforçamento.Clique aqui para maiores informações

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"Ensinar é simplesmente o arranjo de contingências de reforçamento."

(Skinner, 1968, The Technology of Teaching, p.5)

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