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Volumne 3 - 27/08/2007

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Entrevista concedida pela psicóloga Anna Paula Badelino, do ITCR-Campinas, ao jornal Bom Dia, de Jundiaí-SP:
1. Jogar videogame é algo necessariamente negativo para uma criança? Em que sentidos os jogos eletrônicos podem ser positivos?

Jogar vídeo game não é necessariamente negativo. Do ponto de vista comportamental, esta atividade pode proporcionar momentos de interação social que ajudam a desenvolver, por exemplo, a tolerância à frustração e a sensibilidade ao outro. Além disso, mesmo quando jogado sozinho, o vídeo game pode contribuir para o desenvolvimento da coordenação motora fina e da concentração.

2. Pais que se preocupam com seus filhos devem observar o quê para saber se os jogos estão fazendo bem ou mal às crianças?

Os pais devem observar como as crianças reagem aos jogos: se ficam agressivas, se passam a cooperar mais entre si, se ficam isoladas no quarto ou se juntam a turma para jogar.

3. Existe um período adequado por dia para a criança passar em frente ao videogame? Que sinais os pais devem observar para saber se está havendo abuso?

Quando as crianças deixam de fazer suas atividades diárias para ficar jogando o dia inteiro, os pais devem se preocupar e limitar o uso do vídeo game. Na psicoterapia infantil, muitas vezes usamos o tempo disponível para o vídeo game como um instrumento contingente ao cumprimento de regras. Assim, a criança pode conquistar mais tempo no vídeo game, se ela fizer a lição de casa, por exemplo.

4. Podemos dizer que é mais "saudável" para uma criança passar uma hora jogando um game que estimule seu raciocínio (os de estratégia, por exemplo) do que passar a mesma hora jogando um game de violência gratuita?

Sim, pois quando as crianças jogam um game do primeiro tipo, elas aprendem a solucionar problemas, ampliam o seu repertório, aumentam a variabilidade comportamental, ao invés de somente observarem e possivelmente imitarem a violência.

5. Jogar videogame em excesso pode provocar algum tipo de transtorno ou distúrbio? Existe algum caso de problemas psicológicos sabidamente provocados pelo videogame?

Jogar vídeo game em excesso pode atrapalhar quando a criança deixa de fazer outras atividades que seriam importantes para o seu desenvolvimento, como atividades ao ar livre, contato com outras crianças ou os estudos.

Anna Paula Badellino

Anna Paula Badellino
CRP: 06/63794
Cursando Especialização em Terapia por Contingências de Reforçamento - ITCR - Campinas

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Quanto tempo vai durar meu tratamento?

A psicologia considera que cada ser humano é único, pois traz consigo histórias de vida diferentes, o que determina que cada pessoa apresente comportamentos e sentimentos próprios em situações comuns a que são expostas no dia-a-dia.

Considerando essa visão, a duração do processo psicoterapêutico será determinada a partir da necessidade de cada caso. O psicólogo não trabalha com "fórmulas prontas" e sim com a particularidade de cada cliente, com suas habilidades e dificuldades para lidar com as situações que procura alterar.

Entretanto, há dois fatores importantes para o desenvolvimento do processo psicoterapêutico, que são comuns a todos os casos: o vínculo entre psicoterapeuta e cliente e a adesão do cliente à psicoterapia. Com isso, o processo psicoterapêutico trará resultados positivos ao cliente, independente do tempo que levará.

Para a Terapia por Contingências de Reforçamento (TCR), o termo "tratamento" não é o mais adequado, pois pressupõe que o cliente apresenta uma doença para a qual estaria buscando, na psicoterapia, a "cura". O termo mais adequado é "processo de desenvolvimento", já que, ao iniciar a psicoterapia, o cliente estará iniciando um processo de discriminação das contingências que estão em operação em sua vida, de desenvolvimento de novas habilidades para alterar as contingências indesejadas e superar as dificuldades que apresenta.

O termo "cliente" também é considerado mais adequado pela TCR do que o termo "paciente", uma vez que considera o cliente como um agente de suas ações, ou seja, ele se comporta de tal forma que influencia o ambiente a sua volta, bem como o ambiente influencia seus comportamentos. A sintomatologia apresentada pelo cliente é o ponto de partida, mas a Terapia por Contingências de Reforçamento investiga o que determina e o que mantém os sintomas, a partir da análise das contingências a que a pessoa está exposta no momento e daquelas às quais esteve exposta durante seu desenvolvimento.

A duração do tratamento vai depender, enfim, das limitações do cliente, do seu potencial, do alcance de mudanças que ele almeja, do seu engajamento com o tratamento, das características profissionais e pessoais do psicoterapeuta etc.

Luciana Simões Miraldi

Luciana Simões Miraldi
CRP: 06/82401
Cursando Especialização em Terapia por Contingências de Reforçamento

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